|
Mais de 100 crianças participam do projeto Descobrindo a Vela no Janga
O misto de alegria e emoção tomou conta do rosto das crianças que participaram do projeto Descobrindo a Vela no Janga, promovido pela Escola de Vela Barra Limpa no último sábado (27). Muito mais do que oportunizar uma aula prática experimental para jovens de sete a 14 anos, a iniciativa integrou famílias, aproximou a gurizada da natureza e do Guaíba e mostrou a importância que o esporte pode ter na formação pra a vida adulta.
Além dos velejaços que envolveram jovens e os pais, houve ainda almoço de integração, homenagem à Flotilha da Jangada, reconhecida como a melhor no 44º Campeonato Brasileiro de Optimist, e entrega de diplomas ao grupo que participou do Curso de Verão da Escola, ao longo de janeiro.

Um dos mentores do projeto e entusiasta da formação de novos atletas, Alexandre Paradeda, o multicampeão Xandi, vice-comodoro de Esportes do Clube, comemorou o sucesso do evento. “Atingimos nosso objetivo por conseguirmos reunir tantos jovens, entre sócios e não-sócios. A nossa ideia era abrir o clube e apresentar o esporte a quem não tem contato com a vela, mas não esperávamos tamanha adesão”, comentou.
Um dos professores responsáveis por orientar os grupos de aspirantes a atletas, Salvatore Meneghini ajudou os pequenos desde a colocação dos coletes salva-vidas até o manejo correto da vela e seus comandos. “Todos tiveram tarefas e viram como velejar não é difícil, basta prestar atenção ao funcionamento do barco e aos cuidados que devemos ter”, explicava a seis alunos curiosos, que ajudavam a empurrar o barco até a água.

Meninos como Lucas Hecker, oito anos, que mesmo fazendo parte de uma família que já foi atuante no esporte, velejava pela primeira vez. Inscrito pela avó, não escondia o receio em participar da aula, mas admitiu que, caso gostasse da experiência, pediria aos pais para retornar ao Clube. “Se eu gostar, vou continuar vindo aqui”, disse.
O pai, Ruy, conta que se criou no Clube e que o avô de Lucas foi sócio de número 73 do Jangadeiros. Hoje, embora não seja mais sócio, afirma que pretende incentivar o filho a ingressar na escolinha e a desenvolver o gosto pelo esporte. “Quem sabe assim não voltamos para o Clube?”, completou.
Outro exemplo de atleta que começou na Escola de Vela ainda como não-sócio e que hoje se destaca como promessa do Clube é Francisco Britto Hagemann,12 anos, que também participou do velejaço. A mãe, Paula Britto, conta que o filho começou a frequentar o Clube a convite de uma colega de escola, por volta dos cinco anos de idade, e que a paixão pelo esporte transformou a rotina da família, hoje associada ao Jangadeiros. “Ele fez os cursos de verão e logo entrou para a flotilha do Clube. Hoje, treina quatro vezes por semana e participou de seu primeiro campeonato brasileiro em janeiro, em Jurerê. Além de gostar de se envolver com todas as atividades da Escola de Vela, o que ele mais destaca é o poder de “acalmar a cabeça” que o esporte proporciona”, revelou a mãe do atleta.


Enquanto a filha Isabela, sete anos, participava do projeto, Mônica e Luiz Zorzi se integraram ao passeio de barco oferecido aos pais. A mãe conta que foi sócia do Clube na infância e que participou da Escola de Vela quando tinha oito anos de idade, “levando para a vida ” os ensinamentos ali recebidos. Por incentivo dela, a filha participou da aula experimental, ao lado da amiga Milena, de 10 anos, e saiu do barco convicta de que quer fazer outras aulas. O pai elogiou a iniciativa do Jangadeiros e a oportunidade de aproximar a família do Clube. “O evento foi uma ótima maneira de vender o esporte e de oportunizar essa excelente experiência em família. Se a Isabela gostou, com certeza vai fazer o curso e frequentar o Clube”, comentou Luiz.
Satisfeito com a movimentação da Ilha, o Comodoro Manuel Ruttkay Pereira ressaltou que o projeto cumpriu com o objetivo de permitir e facilitar o acesso ao esporte àqueles que não tinham nenhum contato com a atividade náutica, além de incentivar novas associações. “A vela é erroneamente vista como esporte de elite. Aqui, o velejador pode priorizar seu lazer, velejar por prazer e ver que isso pode ser feito com pouco investimento”, destacou.


Ao observar o sucesso da iniciativa, o dirigente também comentou os benefícios de incentivar o esporte entre os jovens. “Os alunos aprendem a lidar com as forças da natureza, a desenvolver a capacidade adaptativa, o espírito de camaradagem e a compartilhar responsabilidades, coisas que serão levadas adiante por eles”. Ele enfatizou ainda a importância da Escola de Vela Barra Limpa para o Clube. “Iniciar e incentivar crianças a praticar um esporte como a vela é ajudar a formá-los também para a vida e aí está a importância de uma escola maravilhosa como a que temos, além, é claro, de prospectar novos talentos do iatismo e incentivar o prazer pela vela”, completou.
Incentivo à prática da vela e a novos sócios
Durante o dia de atividades, o Clube também apresentou o plano de ação voltado a captar novos sócios e a facilitar o desenvolvimento do esporte, buscando incentivar a prática da vela competitiva e de lazer. Entre os benefícios oferecidos a novos sócios estão os descontos nas despesas de matrícula e facilidades para aquisição de equipamentos.
Exemplos: os alunos não-sócios matriculados na Escola de Vela para o curso de iniciação à classe Optimist, que dura entre quatro e seis meses, terão os pais e irmãos convidados a frequentar o clube, sem ônus, no período de duração do curso. Além disso, a Escola de Vela Barra Limpa oferecerá cursos gratuitos por seis meses para novos sócios e seus dependentes. O clube também manterá premiações aos velejadores campeões, como isenções de mensalidades.
SBT e RECORD na cobertura do Descobrindo a Vela no Janga
A imprensa impressa e as televisões prestigiaram o projeto. Duas redes de televisão – SBT e Record – acompanharam as atividades durante toda a manhã. Confira o link da matéria do SBT aqui: Matéria SBT
|