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História de 2011 a 2016: chegou a hora de comemorar os 75 anos do Jangadeiros

Nas últimas sete semanas, foi buscado na memória, a cada edição da Jangada News, um pouco da história maravilhosa, recheada de conquistas e grandes feitos esportivos do Clube dos Jangadeiros. Essa homenagem só foi possível graças ao carinho e espírito associativo do nosso estimado sócio Cláudio Aydos, uma enciclopédia viva do CDJ. Nesta última edição, você confere os fatos que marcaram os cinco últimos anos do Clube. Momento de saudar as glórias do passado e celebrar o presente.

2011 a 2016

Comodoros: Cesar RostirolaRenê Garrafielo e Manuel Ruttkay Pereira

Presidentes do Conselho Deliberativo: Manuel Ruttkay Pereira e Paulo Renato Paradeda

2011

O início da nova década foi marcado por títulos e organizações de campeonatos. Foram três grandes competições sediadas no Jangadeiros: o Sul-americano, o Brasileiro de 49er e o Nacional de Snipe.

E o melhor, esses títulos ficaram em casa, pois os atletas do CDJ sagram-se campeões em todos. André Fonseca com Marco Grael conquistaram os troféus no 49er e Alexandre Paradeda ao lado de Gabriel Kieling dos Santos venceram no Snipe.

2012

O ano foi de mais uma participação olímpica do Jangadeiros. A quarta seguida e, até então, a sexta no total. Em Londres, quem representou o Brasil foram Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan na classe 470.

Foram seis conquistas nacionais e internacionais. André Fonseca repetiu o feito do ano anterior, desta vez ao lado de Francisco Andrade, e venceu o Sul-americano de 49er. Já André Wahrlich,Manfredo Flöricke e Leonardo Gomes levaram para casa o troféu de campeões sul-americanos de Soling.

No âmbito nacional, competir em casa estava fazendo bem para os atletas do CDJ. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, no feminino, e Fábio Pilar e Gustavo Thiesen, no masculino, foram campeões do Brasileiro de 470, sediado no Jangadeiros. O Clube também organizou o campeonato nacional de Optimist neste mesmo ano.

Mas não foi apenas navegando em casa que os atletas conquistavam vitórias. Fora, eles também faziam bonito. A dupla de Xandi Paradeda e Gabriel Kieling dos Santos sagrou-se bicampeã brasileira no Snipe e, na mesma classe, só que na categoria Júnior, Lucas Mazim e Phillip Grotschmann subiram no lugar mais alto do pódio também.

2012: Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan em Londres

2012: Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan em Londres

2013

A tradição em organizar campeonatos e o DNA vencedor – marcas do Clube – também estiveram presente em 2013. O CDJ sediou quatro campeonatos: os Brasileiros e Sul-americanos de 420 e o de 470.

No 470 feminino, Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan mantiveram a hegemonia, vencendo os dois campeonatos da classe. Outros que seguiam em destaque eram André Fonseca e Francisco Andrade. A dupla foi campeã do Norte Americano Aberto de 49er.

Entre os mais novos, Tiago Brito e Andrei Kneipp conquistaram o Mundial da Juventude de 420 e Lucas Mazim celebrou o título nacional na Laser 4.7.

2014

O ano iniciou com a realização de mais um Sul-americano, o quarto da década. Desta vez, o Clube sediou e organizou o Sul-americano de Snipe. O título do campeonato ficou, novamente, com Alexandre Paradeda e Gabriel Kieling dos Santos, a terceira conquista da dupla em quatro anos.

Lucas Mazin e Phillip Grotschmann também voltaram a liderar no pódio no Sul-americano de Snipe Júnior, repetindo a vitória de 2012.

2015

O ano passado ficou registrado pela vitória do Jangadeiros na licitação do Projeto Preparando para o Futuro Olímpico da Confederação Brasileira de Clubes (CBC). Esta ação representou um enorme passo para desenvolver o esporte de alto rendimento. Através do convênio nº42 , Edital nº5, o CDJ receberá 26 barcos para a classe Optimist, seis para a 29er e mais cinco para a Laser, além de outros novos equipamentos e materiais esportivos.

O 2015 também reservava mais uma temporada de títulos para o multicampeão Xandi. Ao lado de Lucas Aydos, ele venceu o Brasileiro de Snipe, que credenciou a dupla a disputar os Jogos Pan-americanos de Toronto. Lucas, por motivos de saúde, teve que ser cortado da delegação brasileira que ia ao Canadá. Geórgia Rodrigues substituiu o atleta e foi a proeira de Xandi.

2016

Pela quinta edição consecutiva, e a sétima no total, atletas do Jangadeiros representavam o país em uma Olimpíada. Mas desta vez, essesJ ogos tinham um gostinho especial. Pela primeira vez na história, eles seriam realizados no Brasil, na “casa” verde e amarela.

Fernanda Oliveira, que ao lado de Ana Luiza Barbachan fariam parte da delegação brasileira no Rio de Janeiro na classe 470, inclusive, foi escolhida para conduzir a tocha olímpica em Porto Alegre.

Fernanda Oliveira carregando a tocha olímpica

Este ano, também foi de grandes resultados para a Vela Jovem do CDJ. Vinicius Koeche foi campeão da Copa Brasil de Estrante, Luiza Moré e Joana Vilas Boas Ribas fizeram a dobradinha no pódio no Nacional da classe e o Jangadeiros ainda levou o prêmio de melhor flotilha do Brasil no campeonato.

Ainda no Optimist, o Clube levou três dos quatro principais títulos do Campeonato Brasil-Centro. Na categoria veterano, Gabriel Kern foi o campeão, no feminino, Luíza Moré, conquistou o primeiro lugar e, na categoria estreante, o vencedor foi Pedro Breternitz.

Outra classe que teve excelentes resultados em 2016 foi a Laser Radial. João Emilio Vasconcellos foi o campeão na Copa da Juventude, principal torneio da vela jovem do país.

Feliz aniversário, Clube dos Jangadeiros

As festividades dos 75 anos do Jangadeiros foram realizadas no último final de semana. Mas a data do aniversário mesmo é hoje.

Foi em 7 dezembro que, em 1941, o Clube mais charmoso do Brasil era fundando por nosso patrono Leopoldo Geyer. Para celebrar esta data marcante, alguns dos sócios mais antigos cantaram parabéns!

Feliz aniversário, Clube dos Jangadeiros!

Aniversário de 75 anos: relembrar o passado e planejar o futuro

“Nós somos contaminados, como todos vocês, por um vírus que, depois que entra, não sai mais. É o vírus de gostar do Jangadeiros e de todas as opções que ele oferece para quem está aqui”. Foi assim que o Comodoro Manuel Ruttkay Pereira descreveu a relação da sua família com o CDJ. Do mesmo modo que Verônica Ruttkay, mãe de Manuel, esteve presente desde o primeiro aniversário do Clube, hoje ela vê seus bisnetos – a quinta geração da família – aproveitando desde cedo a alegria de fazer parte do clube mais charmoso de Porto Alegre.

Emocionado, o Comodoro também aproveitou para celebrar todos aqueles que ajudaram a construir essa história ao longo dos últimos 75 anos. “Peço que olhem para os lados e homenageiem as pessoas que estão ao redor. Relembrem momentos que passaram com elas porque fizeram o Clube ser o que ele é hoje. Além disso, olhem para cima. Lembrem de quem não está mais entre nós, daqueles que fizeram quase o impossível para que pudéssemos chegar até aqui”, ressaltou ainda.

Mas entre os tantos responsáveis pela trajetória do CDJ, uma pessoa não poderia faltar, como lembra Paulo Renato Paradeda, presidente do Conselho Deliberativo. “Nós devemos toda essa construção maravilhosa à vivência, à visão e ao espírito positivo que Leopoldo tinha sobre tudo. Eu lembro bem, eu era menino ainda, e ia no Clube Iate Brasileiro por volta de 1950. Lá eu vi um desenho dele em que a nossa Ilha já constava no leito do Guaíba. Ele realmente marcou uma época. Além da construção da Ilha, essa irmandade que nos trouxe a esse patamar incrível também é obra sua”, destacou, com os olhos cheios de lágrima e a voz embargada.

Para seguir as celebrações, sócios mais antigos como os irmãos Keller, Arno e Kurt, Claudio e  Lucy Aydos foram convidados a iniciar o canto de feliz aniversário, que depois foi seguido por todos os presentes. Logo em seguida, os associados se dirigiram para a parte externa, próximo às piscinas, para acompanhar um belíssimo show pirotécnico. A confraternização contou também com uma homenagem aos ex-comodoros vivos. Todos eles receberam de suas esposas um pin de ouro em reconhecimento aos seus serviços prestados.

Falando em ouro, uma belíssima gargantilha 18 quilates, cravejada de braziolita e diamantes, foi sorteada pela D’vie Joalheria, tradicional parceira do Clube. A associada Sílvia Jung foi a grande vencedora.Exaltar o presente e planejar o futuro.

75 anos: exaltar o presente e planejar o futuro

 Um grande clube se notabiliza através de seus feitos históricos do passado. Mas é preciso que o presente e o futuro sigam trazendo novas conquistas para que tudo não se perca no tempo. Por isso, os festejos dos 75 anos do Jangadeiros também premiaram o agora, incentivando o surgimento de novos atletas. Na já tradicional honraria entregue aos atletas laureados, os premiados em 2016 foram: Ana Barbachan, Andrei Kneipp, Antonio Rosa, Fernanda Oliveira, Lucas Aydos, Lucas Mazim e Tiago Brito.

Com um ano atípico, sem conseguir viajar muito, Tiago comemorou a segunda colocação no Campeonato Brasileiro do início do ano e contou um pouco do seu principal objetivo para o ano que vem. “Meus treinamentos estão focados para o Mundial de 420, que vai acontecer em dezembro na Austrália. Montei uma programação boa e este reconhecimento do Clube me dá mais força para ir lá e defender o Jangadeiros”, revelou.

Outro que teve um 2016 um pouco diferente foi Antonio, o Totó. Com uma lesão no início da temporada, o jovem não conseguiu competir no nacional de Laser. Mas ele deu a volta por cima e conquistou, em Montevideo, o sul-americano de Standart sub-21. No segundo semestre, vieram mais dois títulos estaduais. “Fiquei bem feliz com o meu desempenho neste ano e, agora, com o fim do semestre na faculdade, vou me dedicar bastante para o Brasileiro de 2017. Minhas férias vão ser só velejar, velejar e velejar”.

Sempre preocupado com o surgimento de novos talentos na vela, Lucas Mazim, o Sorriso, ficou orgulhoso do reconhecimento do Clube pelos seus títulos como atleta, mas preferiu se deter ao belíssimo ano que teve na figura de treinador. “Na Laser, estávamos com uma equipe bem jovem e colocamos todos os competidores entre os dez primeiros no Brasileiro no Rio de Janeiro. E, na Copa da Juventude, o João Emilio (Vasconcellos) sendo campeão e se classificando pro Mundial foi demais. A gente adora o que faz! Velejar e se dedicar aos atletas nos motiva a sempre evoluir”, desabafou.

Por falar em vela jovem, o Clube dos Jangadeiros, por meio do projeto Preparando o Futuro Olímpico, firmado em convênio nº42 , Edital nº5, com a Confederação Brasileiras de Clubes (CBC), passará ainda mais a investir no esporte da alto rendimento com a aquisição de 37 novos barcos e equipamentos. Fernanda Oliveira, primeira mulher a conquistar uma medalha olímpica na vela, falou da importância de ações como essas.

“Foi uma conquista muito grande da nossa comodoria, que vem trabalhando firme para construir o futuro do Clube. Tenho certeza que atitudes como essas incentivam que as crianças comecem no esporte cada vez mais cedo”, disse Fernanda.

Jangadeiros comemora seu 75 anos em grande estilo neste final de semana

O Jangadeiros está em festa e a programação para celebrar os 75 anos do Clube já está definida! No sábado, a partir das 13h, acontece a Regata de Aniversário, com a primeira largada para as classes de Oceano e, em seguida, a de monotipos.

À noite, o jantar baile comemorativo começa às 20h, com direito a muita música com DJ Eduardo Irigaray e um belo show pirotécnico.

Pensa que acabou? No domingo, a partir das 13h, o Guaíba será colorido pelo Velejaço. No final do dia, às 20h, será o momento de confraternização e entrega dos troféus. Venha comemorar conosco!

Clube com DNA vencedor

Em 75 anos, o Jangadeiros conquistou 110 títulos de Campeão Brasileiro em 12 classes diferentes. A instituição ainda organizou e sediou quatro campeonatos mundiais, 11 campeonatos Sul Americanos e 18 campeonatos brasileiros. Participou também de sete Olimpíadas: Montreal, Los Angeles, Sidney, Atenas, Pequim, Londres e Rio de Janeiro. Em Pequim, conquistou a Medalha de Bronze na classe 470, com a dupla Fernanda Oliveira e Isabel Swan, primeira medalha olímpica da vela feminina do Brasil.

O Clube ganhou ainda nove títulos mundiais em quatro classes, três medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze em Jogos Pan-americanos, venceu por duas vezes o Campeonato do Hemisfério Ocidental da classe Snipe e ganhou por 36 vezes o Campeonato Sul Americano em 8 classes de barco. Criou também uma das mais equipadas escolas de vela do Brasil – a Escola de Vela Barra Limpa, hoje com 40 anos e berço de formação de campeões nacionais e internacionais.

Continuando a tradição do Clube, Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan foram classificadas este ano para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Para seguir incentivando a qualificação dos seus atletas, recentemente o Jangadeiros foi buscar, junto à Confederação Brasileira de Clubes, uma expressiva verba para investir em seus novos competidores – o projeto “Preparando o Futuro Olímpico”. Os primeiros equipamentos já estão chegando e serão usados na Escola de Vela Barra Limpa e na preparação de jovens velejadores para as classes olímpicas. Dos 27 Clubes que conquistaram a verba, o projeto do Clube porto-alegrense foi o melhor avaliado, com 41,25 pontos de 44 possíveis.

Comodoria

– Manuel Ruttkay Pereira (Comodoro)

– Pedro Antônio Pereira Pesce (Vice-Comodoro Administrativo)

– Antônio Joaquim Machado (Vice-Comodoro de Obras e Patrimônio)

– Alexandre Paradeda (Vice-Comodoro Esportivo)

– Günther Staub (Vice-Comodoro de Desenvolvimento e Marketing)

2000: a década em que o Jangadeiros conquista a sua primeira medalha olímpica

O milênio pode até ter mudado, mas as conquistas, as modernizações na infraestrutura seguiam como se quase nada tivesse sido alterado, exceto os números nas folhas do calendário. O Clube mais charmoso do Brasil continuava a sediar campeonatos, vencer títulos, passar por revitalizações e, pela quarta e quinta vez, representar o país em uma Olimpíada. Mas, em 2008, veio o grande feito. Fernanda Oliveira e Isabel Swan são as primeiras mulheres a subirem ao pódio em uma Olimpíada na vela.

Década de 2000

Comodoros: Michael WeinschenckWaldemar BierCristiano Tatsch e César Rostirola

Presidente do Conselho Deliberativo: Manuel Ruttkay Pereira

2001

O primeiro ano do novo milênio foi de grandes eventos no Clube. Para celebrar os 60 anos, foi feita uma modernização geral na sede do Continente, com mudança do telhado, nova cozinha, novos sanitários, novo bar e a construção de uma varanda coberta na face oeste.

A celebração do aniversário teve como destaque o chamado Festival de Vela, uma competição que reuniu barcos de diferentes classes em uma prova que marcou época no calendário esportivo do Jangadeiros.

Por falar em esportes, o ano também ficou marcado pela conquista de cinco títulos nacionais e internacionais. O multicampeão Alexandre Paradeda ao lado de Eduardo Paradeda venceram o Mundial e o Brasileiro de Snipe.

O mesmo Xandi, agora formando dupla com Roberto Paradeda, venceu o Brasileiro de 470. No naipe feminino da competição, o título ficou com Fernanda Oliveira e Adriana Kostiv. A dobradinha se repetiu no ano seguinte no Sul-americano da classe.

O ano de 2001 também ficou registrado como o início de uma hegemonia de nove anos. Até 2009, todos os Brasileiros de 49er foram vencidos por duplas do Jangadeiros, ou com André Fonseca e Rodrigo Duarte ou com André Fonseca e Samuel Albrecht.

Chegada triunfal de Alexandre Paradeda com o título mundial de Snipe

Chegada triunfal de Alexandre Paradeda com o título mundial de Snipe

2002

Mais campeonatos importantes eram organizados pelo Jangadeiros. Destaques para o Brasileiro de Snipe e o Sul-americano de 470. Este último ainda reservava um gostinho especial, pois, além de sediar o evento, o Clube saiu campeão em ambos os naipes. No feminino a vitória foi de Fernanda Oliveira e Maria Krahe e, no masculino, de Alexandre e Roberto Paradeda.

Outro Sul-americano vencido em 2002 foi o de Snipe. Novamente Xandi Paradeda, com a parceria de Flávio Só Fernandes, subiu no lugar mais alto do pódio.

2003

Em 2003, as obras na infraestrutura do Clube foram intensas. Com a transferência dos monotipos para a ilha ainda na década passada, foi feita uma grande adaptação nos pavilhões 1 e 2, para a instalação das lojas e da secretaria administrativa.

No âmbito esportivo, venceu-se pelo terceiro ano consecutivo, títulos na classe 470. Fernanda Oliveira e Fabiana Ferie conquistaram o Brasileiro da categoria no feminino e Alexandre e Roberto Paradeda levaram a melhor no masculino.

2004

Com tamanha supremacia nacional no 470, o Jangadeiros pela segunda Olimpíadas consecutiva representava o Brasil na classe em ambos os naipes. Em Atenas, Alexandre Paradeda e Bernardo Arnt e Fernanda Oliveira e Adriana Kostiv foram os membros da delegação na categoria. Invictos há 4 anos no 49er, André Fonseca e Rodrigo Duarte também fizeram parte da equipe nacional nos Jogos Olímpicos. Esta era a quarta participação do Clube no maior campeonato esportivo do Mundo.

Se não bastasse a presença na Grécia, os atletas do CDJ conquistaram quatro títulos expressivos em 2004, três deles com o multicampeão Xandi. O Campeonato do Hemisfério Ocidental de Snipe, que ele venceu ao lado de Eduardo Paradeda, o Brasileiro da classe, quando fez dupla com Roberto Paradeda e o Sul-americano de 470, em que seu parceiro foi Bernardo Arndt. Fernanda Oliveira e Adriana Kostiv levaram para casa o troféu do Brasileiro de 470.

2005

Neste ano, foi construído um dos lugares mais disputados para realização de eventos no Jangadeiros: o Espaço Gourmet. O local substituiu a loja, onde funcionava uma estética. Com uma ampla churrasqueira, o salão de festas é ideal para organizar celebrações com os amigos mais próximos.

Passando para o calendário de competições, o Clube sediou o Brasileiro de Hobie Cat 16, o qual marcou época por sua bela organização. Nos títulos, a dobradinha da classe 470 continuava imbatível. Fernanda Oliveira e Isabel Swan, no feminino, e Alexandre Paradeda e Bernardo Arndt, no masculino, venceram o brasileiro. Estas conquistas das duas duplas se repetiriam no ano seguinte e, no caso das meninas, em 2007 e 2008 também.

2006

Por falar em 470, o Clube organizou o Campeonato Sul-americano da classe em 2006. A competição foi vencida por Fernanda Oliveira e Isabel Swan no feminino. O Jangadeiros também foi sede do Sul-americano de 420 no mesmo ano. O título do torneio ficou com Roberto Paradeda e Gabriel Kieling.

Mas as conquistas não pararam por aí. Fábio Dutra Pilar e Silva ganhou o Brasileiro de Laser Radial, que o credenciou para o Campeonato Mundial, onde o ele também foi campeão. No Sul-americano de 49er André Fonseca manteve seus ótimos resultado da década e venceu o campeonato ao lado de Rodrigo Duarte.

2007

As obras no Clube seguem para receber melhor os associados. Em 2007, foi executado um novo telhado no pavilhão da divisa sul do continente. Estas adaptações internas serviram para possibilitar a locação para lojas.

O ano também ficou marcado por mais um campeonato organizado e ganho pelo Clube dos Jangadeiros. Em 2007, o CDJ sediou o Campeonato Brasileiro de Soling, competição ganha pelo trio André WahrlichAndré Gick e Fábio Pilar.

Nos Jogos Pan-americanos do Rio 2007, mais um belíssimo resultado para o Clube. Alexandre Paradeda e Pedro Tinoco conquistaram a medalha de ouro na competição, prenunciando que a Olimpíada do ano seguinte seria promissora.

2008

E os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008 foram inesquecíveis. Pela quinta vez, o CDJ levava tripulações para a disputa de uma Olimpíada. As três classes eram as mesmas de 2004, o que mudou foram as composições dos times.

A única dupla que se manteve de um ciclo para o outro foi a de André Fonseca e Rodrigo Duarte no 49er. Já no 470 masculino, foi a vez de Fábio Pilar e Samuel Albrecht representarem o país. Na mesma classe, só que no feminino, Fernanda Oliveira ganhava a parceria de Isabel Swan, com quem teve ótimos resultados na preparação para os Jogos.

O ótimo ciclo olímpico e o desempenho na China garantiu as duas atletas a medalha de bronze. O resultado fez com que elas entrassem para a história da vela brasileira com as primeiras mulheres do esporte a subirem ao pódio.

Se no esporte, 2008 foi um ano ímpar, na área da infraestrutura também. Foi construído, na extremidade oeste da sede da ilha, um deck que aumentou bastante a área de utilização por parte dos associados.

2009

O ano marcou o Cinquentenário do Mundial de Snipes de 1959. Para comemorar a data festiva, foram convidados atletas belgas, franceses e espanhóis que haviam participado do campeonato. Foi uma celebração inesquecível.

Meio século depois deste grande evento, o Clube seguia organizando competições com muita propriedade. Em 2009, sediamos o Sul-americano de Optimist.

E os títulos? Foram três Sul-americanos e dois Brasileiros. Fernanda Oliveira, com sua nova dupla Ana Barbachan, venceu os dois títulos no 470 feminino. No masculino, Samuel Albrecht foi bicampeão, vencendo o torneio internacional da classe ao lado de Fávio Pilar e o nacional com Rodrigo Duarte como parceiro.

No Snipe, Alexandre Paradeda e Gabriel Kieling subiram no lugar mais alto do pódio no Sul-americano da classe.

2010

Cinco anos depois da inauguração do Espaço Gourmet, o Clube oferecia uma alternativa aos associados, o Espaço Jangadeiros. Através de uma obra de adaptação da parte extrema do Pavilhão Sul do continente, o local – ideal para até 50 pessoas –  se tornou uma excelente opção aos associados para realização de casamentos, formaturas e aniversários.

Para finalizar a década, mais títulos. André Fonseca e Marco Grael venceram o Sul-americano de 49er e também o Brasileiro da mesma classe.

1990: a década do cinquentenário do Clube dos Jangadeiros

Os anos de 1990 ficaram marcados por três grandes eventos: o cinquentenário do Clube e a organização dos Mundiais de Snipe e 470. Os títulos, as mudanças na infraestrura e a participação em mais uma Olimpíada também foram destaques da década.

Década de 1990

Comodoros: Marco Aurélio ParadedaPedro PescePaulo Renato Paradeda e Michael Weinschenck

Presidentes do Conselho Deliberativo: Claudio Aydos, Carlos Franco Voegel, Waldemar Bier e Manuel Ruttkay Pereira

1991

Neste ano de comemoração de meio século de vida, o Jangadeiro fez jus a data e celebrou à altura. Os associados foram homenageados com um belíssimo show de Toquinho, do grupo Traditional Jazz Band e de apresentação da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA).

O comodoro deste período, Marco Aurélio Paradeda, lembra que a apresentação da OSPA na Ilha – uma semana antes do aniversário do Clube – foi aberta ao público e atraiu pessoas da Tristeza e de outros bairros. Alguns dos moradores da região trouxeram, inclusive, seus próprios banquinhos, lotando o gramado próximo às piscinas.

“Tinha um vento leste soprando, que prejudicou os músicos um pouco, mas eles foram em frente e o evento foi um sucesso. Na semana da festa do cinquentenário, o show do Toquinho, no auge da sua carreira, tocando uma música popular brasileira de muita qualidade também foi muito legal. Por fim, no dia do aniversário do Clube, a apresentação da Traditional Jazz Band, de São Paulo, animou os associados até o dia amanhecer”, relembra Paradeda.

Edmundo Soares discursando na Festa do Cinquentenário (1991)

Edmundo Soares discursando na Festa do Cinquentenário (1991)

O início da década também foi marcado pelos campeonatos importantes que sediamos. Em 1991, foram cinco. Os campeonatos Sul-americanos de Snipe e de Optimist e os brasileiros de Snipe, 470, Hobie Cat 16 e Super Cat 17. Neste ano também organizamos a segunda edição do Troféu Cayru de Vela de Oceano.

Competições remetem a títulos e, em 1991, conquistamos o primeiro lugar em cinco importantes campeonatos. Vencemos o Mundial de Penguin, com Thomas Burger e Laerte de Jesus, os Sul-americanos de Snipe, com George Nehm e Henrique Bergallo, e o de 470, com Alexandre Paradeda e Caio Vergo. No âmbito nacional, subimos no lugar mais alto do pódio das classes Super Cat 17, com Nelson Piccolo, e Snipe, com George Nehm e Henrique Bergallo.

1992

A infraestrtura do CDJ também passava por modernizações. Obras que haviam sido iniciadas no início da década foram finalizas. O pavilhão Edgar Siegmann, onde fica a academia de ginástica foi inaugurado. Foi feito também o desassoreamento do rio na antiga área de monotipos e os quebra-ondas na Vila Assunção, para proteger o trapiche do Clube do vento Minuano

Na parte esportiva, vencemos o Campeonato Sul-americano e Brasileiro de Snipe, com a dupla multicampeã Alexandre Paradeda e Caio Vergo, e os Nacionais de 470, com Cícero Hartmnn eRolf Peter Nehm, e de Super Cat 17, com Nelson Piccolo.

1993

Pela segunda vez, o Clube recebia o Campeonato Mundial de Snipe. Comodoro à época, Pedro Pesce lembra que para a preparação do grande evento, uma importante mudança na nossa infraestrutura foi feita. “Até então, o pavilhão dos monotipos ficava onde hoje se localiza as lojas, no Continente. Trouxemos os barcos para a Ilha, até para atender a grande demanda de espaço”, conta.

Logo Mundial de Snipe (1993)

Logo Mundial de Snipe (1993)

Ao todo, 157 velejadores dos Estados Unidos, Bahamas, Bélgica, Chile, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Inglaterra, Itália, Japão, Noruega, Paraguai, Porto Rico, Portugal, Suécia, Uruguai e Brasil participaram da competição. Nando Krahe e George Nehm, representando o CDJ, ficaram com a segunda colocação.

Pesce conta como se sentiu ao organizar, junto com a ajuda de seus vice-comodoros de Obras, Luiz Szabo Asdz, de Esportes, Ivan Nogueira de Carvalho, de Administração,Thomas Enrique Gahrmann e de Planejamento Werner Siegmann  – além do diretor de comunicação, Edmundo Soares -, o Mundial de Snipe de 1993. “Ser comodoro do CDJ, uma instituição tão importante para vela internacional, já é motivo de orgulho para quem assume este posto. Estar a frente do Jangadeiros em um momento especial, em um evento deste porte, foi ainda mais marcante. Além disso, o Campeonato possibilitou que nossos atletas convivessem com iatistas do mundo tudo. Foi uma experiência inesquecível”, confidencia.

Nando Krahe e George Nehm vice-campeões mundiais de Snipe (1993)

Nando Krahe e George Nehm vice-campeões mundiais de Snipe (1993)

Seguindo no âmbito esportivo, vencemos mais um título nacional. Vitor Hugo Schneider e Cristiano Schenider conquistaram o Brasileiro de 470. Fora das águas, outro acontecimento importante foi a inauguração da central de abastecimento de combustíveis, localizada na Ilha. O conjunto, composto por dois tanques aéreos, com cinco mil litros de capacidade cada um está em funcionamento até hoje.

1994

Foi instituída neste ano a Copa Cidade de Porto Alegre, importante prova do calendário de regatas que homenageia o aniversário da Capital. Em 1994, vencemos o Brasileiro de Snipe, com George Nehm e Nando Krahe, e também o Campeonato Nacional de Optimist, com Frederico Plass Rizzo.

1995

No ano de 1995, organizamos mais um campeonato em nosso Clube: o Brasileiro de 470. Na área dos títulos, iniciou-se uma hegemonia de quatro anos no Snipe. Alexandre Paradeda ao lado de Flávio Só Fernandes venceram todos os Campeonatos Brasileiros da classe 1998. De quebra, levaram para casa também o Sul-americano da classe em 1995.

Mas não foram só eles que subiram no pódio. No Laser, Maria Krahe conquistou a medalha de bronze no Pan-americano. Nelson Piccolo ainda venceu também o Brasileiro de Super Cat 17.

1996

O ano seguinte também foi de predomínio em campeonatos nacionais. De 1996 a 1998, Alexandre Paradeda e Bernardo Arnt conquistaram todas as edições do Brasileiro de 470. A dupla venceu ainda o Sul-americano da classe em 1996. Frederico Plass Rizzo também levou um Sul-americano para casa, o de Optimist.

As obras no Jangadeiros também foram intensas. Construímos um pavilhão para abrigo de lanchas, localizado na Ilha. Esta obra serviu já para o Campeonato Mundial de 470, que sediávamos pela segunda vez, e para o Brasileiro de Optimist.

Premiação do Campeonato Mundial de 470 (1996)

Premiação do Campeonato Mundial de 470 (1996)

1997 e 1998

As modernizações não pararam em 1997. Foi construído o segundo pavilhão para lanchas e o posto de controle com a casa do rádio. No esporte, 1998 foi o ano de vencermos o Brasileiro de 420, com Francisco Freitas e Eduardo Lemos.

1999

Mais um ano de excelentes resultados para o esporte do Clube. Conquistamos medalha de prata no Pan-americano de Snipe, com Alexandre Paradeda e Flávio Só Fernandes. Já o Brasileiro da classe foi ganho por André Fonseca e Rodrigo Duarte.

No 470, fizemos dobradinha nos dois naipes. Alexandre Paradeda e André Fonseca venceram o Sul-americano masculino e Fernanda Oliveira, em seu primeiro grande título, ao lado de Maria Krahe levaram o Brasileiro feminino.

2000

Com os títulos conseguidos no ano anterior, Alexandre Paradeda e André Fonseca e Fernanda Oliveira e Maria Krahe representaram o Brasil, na classe 470, nas Olimpíadas de Sidney. Pela terceira vez na história, o Jangadeiros tinha atletas participando dos Jogos Olímpicos.

As duas duplas venceriam depois o Brasileiro da classe. O primeiro ano do novo milênio ainda reservava ótimos resultados para a nossa vela. Conquistamos também o Campeonato Brasileiro de Snipe, com André Fonseca e Rodrigo Duarte.

Embarque da Equipe Olímpica do Clube dos Jangadeiros

Embarque da Equipe Olímpica do Clube dos Jangadeiros

1980: a década do surgimento do Troféu Cayru

Com a inauguração da Ilha em 1980, nosso Clube passava a ter um novo e belo espaço para oferecer mais alternativas aos associados. A década foi marcada por algumas mudanças na nossa infraestrutura, inúmeros títulos nacionais e internacionais, mais uma participação olímpica, mas, principalmente pela criação de um dos nossos maiores tesouros o Troféu Cayru.

Década de 1980

Comodoros: Edmundo Soares, Carlos Franco Voegeli, Luiz Fernando Velasco, Pedro Oliveira, Jorge Debiagi, Luiz Szabo Adasz e Marco Aurélio Paradeda.
Presidentes do Conselho Deliberativo: Claudio Aydos , Gastão Altmayer, Carlos Franco Voegeli, Edmundo Soares e Ary Burger.

1981

No dia em que o Clube completava 40 anos foi inaugurado, na entrada da Ilha, um monumento com uma placa alusiva à conclusão das obras. A nossa Ilha ainda seria aumentada em mais duas ocasiões.

Neste mesmo ano, foi instituído pelo Comodoro Carlos Voegeli o Troféu Edmundo Soares. A honraria premia anualmente, no aniversário do Clube, o velejador destaque do ano.

O início da década também marcou o princípio de uma hegemonia no 470. Vitor Hugo Schneider e Cícero Hartmann venceram o Sul-americano da classe.

1982 a 1983

No ano seguinte mais títulos do atletas do Jangadeiros. Vencemos o Mundial Júnior de Penguin com Luiz Fernando Bloss e Alexandre Hartmann e também o Brasileiro de 470 com Vitor Hugo Schneider e Cícero Hartmann. A mesma dupla voltaria a conquistar o Sul-americano da classe no ano seguinte.

Em 1983, ganhamos também a medalha de ouro no Pan-americano de 470. José Luiz Ribeiro e Paulo Ribeiro foram os campeões da competição.

Paulo Roberto Ribeiro, Medalha de Ouro no Pan-Americano (1983)

Paulo Roberto Ribeiro, Medalha de Ouro no Pan-Americano (1983)

1984

Em Los Angeles, atletas do Clube dos Jangadeiros, pela segunda vez, representavam o país em uma Olimpíada. Desta vez, Marco Aurélio Paradeda voltava aos Jogos Olímpicos ao lado de Peter Rolf Nehm no 470. A dupla terminou na 13ª colocação.
Por falar em 470, vencemos mais um brasileiro da classe neste ano. José Luiz Ribeiro e George Nehm levaram o troféu para casa.

1985

Neste ano, o Clube organizava mais um campeonato internacional. Sediamos o Sul-americano de Optimist, novamente com muito sucesso.

E os títulos? Foram três. O Sul-americano e o Brasileiro de 470 ganhos por Jorge Aydos e Pedro Chiesa e José Luiz Ribeiro e Guilherme Correia dos Santos, respectivamente. Além do Mundial de Penguin, vencido por Luiz Fernando Bloss e Claudia Oliveira.

Flotilha da Jangada rumo ao Brasileiro de Optimist (1985)

Flotilha da Jangada rumo ao Brasileiro de Optimist (1985)

1986

No ano seguinte, os títulos continuavam a surgir. Novamente, fomos campões do Brasileiro de 470, desta vez com os irmãos Vitor Hugo e Alexandre Schneider, e também conquistamos o Brasileiro de Super Cat com Nelson Piccolo. Título este que Nelson defendeu até 1989.

Se os títulos não paravam, as obras também não. No extremo norte da Ilha, construía-se um pavilhão de oficinas para pintura e reparos.

1987 a 1989

Os próximos três anos também foram de diversas conquistas dos nosso atletas. Vencemos o Sul-americano da classe Europa, com Alexandre Paradeda e novamente o brasileiro de 470 com Vitor Hugo e Alexandre Schneider – título que continuaria no Clube por mais três anos. Em 1988, vencemos ainda o Brasileiro de Optimist com Ricardo Paradeda.

1990

Mas foi no ano de transição de uma década para outra que foi realizado o maior feito: a instituição do Troféu Cayru. O campeonato é uma homenagem ao idealizador e criador do Clube, Leopoldo Geyer, e leva no nome o batismo de uma das embarcações do nosso patrono. A competição para veleiros de Oceano e Cruzeiro é disputada anualmente e já está na sua XXVI edição.

1970: a década da inauguração da Sede da Ilha

A década de 1970 foi marcada por uma grande revisão no Estatuto do Clube, devido a criação do Titulo Proprietário Ilha. Na ocasião, foi oferecida aos associados à oportunidade de trocarem seus Titulo de Proprietário pela nova modalidade, com desconto. A alternativa foi muito bem recebida e os recursos necessários para as obras da Ilha foram conseguidos. Em 1980, a Sede era inaugurada.

Década de 1970

Comodoros: José Carlos BohrerFrederico Linck NetoEdgar Siegmann e Edmundo Fróes Soares.

Presidentes do Conselho Deliberativo: Edgar SiegmannFrederico Linck Neto e Claudio Aydos.

1971 a 1972

Décadas após décadas, o Clube dos Jangadeiros continuava se firmando como uma das entidades mais vitoriosas dos esportes náuticos. E 1970 não foi diferente. Logo nos dois primeiros anos, vencemos o Campeonato Brasileiro de Snipe com Gastão Altmayer e Horst Brandau e o Nacional de HobieCat 14, com Nelson Piccolo.

1974

Dois anos depois, voltamos a vencer o Brasileiro de Snipe, desta vez, com Marco Aurelio Paradeda e Reiner Weiprecht. Nelson Piccolo também retomou o troféu Nacional de Hobie Cat 14 – hegemonia que ele manteve até 1979. Conquistamos ainda o Campeonato Sul-Americano de Penguin com Renato Reckziegel e Detlev Fenselau.

O ano de 1974 também foi marcado pela segunda participação do Clube na regata oceânica Buenos Aires/Rio de Janeiro. Com o barco PlanctonGeraldoLinckEdgar SiegmannMário TeixeiraCarlos Eduardo KesslerLuiz PejnovicClaudio PeñaJoão Pedro Feijó e João Borges Fortes representaram o Jangadeiros.

Se o calendário esportivo continuava agitado, as obras de infraestrutura também seguiam a todo vapor. No mesmo ano houve a inauguração do trapiche 1 (em madeira), que contou uma grande cerimônia, inclusive, com a presença do pároco da igreja dos Navegantes que abençoou a nova construção e os barcos ali atracados: Rajá, Plancton, Minuano e os 3 barcos de serviço do Clube.

Edgar Siegmann, Edmundo Soares, Eng.Harry da Costa, Geraldo Linck e Kurt Keller

Edgar Siegmann, Edmundo Soares, Eng.Harry da Costa, Geraldo Linck e Kurt Keller

1975

O Clube continuava crescendo. Em dezembro de 1975, a Escola de Vela Barra Limpa era inaugurada – uma doação do casal Werner e Luciê Husche. O Jangadeiros também passava a incluir mais uma classe em seu rol. Era chegada a vez da Optimist.

E os títulos? Vieram mais três. No Snipe, Marco Paradeda e Herbet Heidrich conquistaram o bicampeonato do Brasileiro e Paulo Renato Paradeda e Marcos Grüssner venceram o Sul-Americano da classe. No Penguin, Renato Reckziegel também sagrou-se bicampeão do Sul-Americano, desta vez, ao lado de José Luiz Ribeiro.

1976

A linda história esportiva do Jangadeiros ainda ressentia de uma participação olímpica, depois de 1976, não ressentia mais. Marco Aurélio Paradeda e Luiz Alberto Aydos representaram o Brasil nos Jogos Olímpicos de Montreal na classe 470, terminando. Eles terminaram na 11ª colocação. A dupla ainda manteve uma hegemonia de quatro anos (76 a 79) de títulos nacionais na classe.
Marco venceu também o Campeonato do Hemisfério Ocidental de Snipe ao lado de Luiz Pejnovic. No Penguin, Renato Reckziegel e José Luiz Ribeiro subiram ao lugar mais alto do pódio no Mundial da classe.

Kurt Keller, Edmundo Soares, Cel. Adil Quites (diretor do Depto. de Esportes do Estado), Geraldo Linck, Luiz Chagas e Edgar Siegman

1977 a 1978

Os dois anos seguintes foram marcados por três obras importantes na nossa infraestrutura e mais um título internacional. Em 1977, foi inaugurada a piscina dos adultos e, em 1978, foi a vez da infantil. Neste mesmo ano foi inaugurado também o nosso guindaste.
No esporte, vencíamos mais uma vez o Campeonato Sul-Americano de Penguin, desta vez, com Geoge Nehm e Carlos Monser.

1980

O ano de transição entre as décadas marcou a inauguração da obra mais importante do nosso Clube, a Sede da Ilha. Lá, foi construído o primeiro módulo do pavilhão de monotipos, que, com o tempo, foi sofrendo modificações à medida que o número de embarcações atracadas crescia.

A data também foi da realização de mais um evento náutico de grande porte. O Clube dos Jangadeiros organizava e sediava o Campeonato Mundial de 470.

O início da formação do atual desenho da Ilha dos Jangadeiros

O início da formação do atual desenho da Ilha dos Jangadeiros

1960: a década do início da construção da nossa Ilha

Se os anos 1950 foram marcados pelas primeiras conquistas nacionais do Clube dos Jangadeiros e a organização do primeiro Campeonato Mundial de Snipe do Hemisfério Sul, a década de 1960 ficou para história com o início da construção da nossa Ilha. Não que os títulos brasileiros e internacionais tivessem cessado. Pelo contrário, nossos atletas continuavam subindo no lugar mais alto do pódio.

Década de 1960

Comodoros: Edwino Hennig, Geraldo Linck, Edgar Siegmann e Edmundo Soares
Presidentes do Conselho Deliberativo: Walter Güttler, Edwino Hennig, Claudio Aydos e Edgar Siegmann

1961

Assim como já havia acontecido com outras classes, a Penguin também foi introduzida no nosso Clube, aumentando a necessidade se ter mais espaço para guardar e restaurar embarcações. Então foi construído, sobre uma das canchas de tênis, o pavilhão Edgar Siegmann.

Neste ano, também vencemos os campeonatos brasileiros de Sharpie, com Alfredo Bercht e Manfredo Flöricke, e o da classe Lightning, com Gastão AltmayerRogério Christo e Waldemar Bier.

1962

Dia 5 de abril de 1962 foi um marco para o Clube dos Jangadeiros. Nesta data, nosso Conselho Deliberativoaprovou, em uma reunião memorável, o projeto de construção da Ilha. Era dado primeiro passo para essa que foi a maior obra de infraestrutura do CDJ.

O ano também registrou a nossa primeira participação em uma regata oceânica. Com uma travessia que ia de Buenos Aires ao Rio de Janeiro, Breno CaldasGastão AltmayerClaudio AydosKurt KellerGabriel GonzalezSergio Christo e Luiz Schramm, a bordo do iate Aventura, representaram o Clube.

Vento minuano em frente ao Clube dos Jangadeiros

Vento minuano em frente ao Clube dos Jangadeiros

1963

O ano foi de mais um título no Campeonato Brasileiro de Sharpie. Alfredo Bercht e Manfredo Flöricke subiam no lugar mais alto do pódio novamente.

1964

No início de 1964, começaram as obras físicas da nossa Ilha, com a colocação das primeiras pedras dos molhes de proteção. No mesmo ano, o Jangadeiros sediou o Campeonato Sul Americano de Penguin.

Obra de construção do aterro

Obra de construção do aterro

 

1965 e 1966

Os títulos continuaram a vir nos anos seguintes. Vencemos o Mundial de Penguin com Marco Aurélio e José Adolfo Paradeda e o brasileiro de Lightning com Gastão Altmayer, Rogério Christo e Waldemar Bier.

Em 1966, ganhamos o Sul Americano de Penguin, com Luiz Fernando Fuchs e Rubens Hemb, e o Brasileiro de Snipe com Nelson Piccolo e Dedá De Lorenzi.

1967

O ano de 1967 sacramentou mais uma década do nosso DNA vencedor. Conquistamos o Mundial de Snipe com Nelson Piccolo e Dedá De Lorenzi e a Medalha de Ouro no Panamericamo de Snipe com a mesma dupla. Os dois ainda foram campeões do Brasileiro da classe Snipe.

Vista aérea do ancoradouro

Vista aérea do ancoradouro

1950: a década dos anos dourados do Jangadeiros

Dando sequência a nossa série de reportagem que relembra os momentos marcantes da nossa história de 75 anos, chegamos a década de 1950, conhecida como os anos dourados do Jangadeiros. Um período de grandes conquistas esportivas e da realização do sonho de Leopoldo Geyer de difundir e expandir a prática do iatismo na capital gaúcha.

Década de 1950

Comodoros: João Rodolfo Bade – Walter Güttler – Oscar Piccolo – EdwinoHennig – Geraldo Linck.
Presidentes do Conselho Deliberativo: José Antônio Aranha – Salvador Gonzalez – Carlos Fleck – Walter Güttler – EdwinoHennig.

1951

Início do predomínio do Clube na motonáutica. Foram, pelo menos, três anos de grande destaque para modalidade, quando vencemos diversos títulos estaduais e nacionais.

1952

Depois de uma primeira década de muitas melhorias na parte estrutural, os avanços continuaram nos anos 50. Uma construção marcante foi a do pavilhão para lanchas, localizada na divisa sul do terreno.

1953

O ano seguinte também foi de novidades. A classe Snipe, por exemplo, foi introduzida no Clube e o grupo Filhotes do Jangadeiros, criado na década passada por Leopoldo Gayer, passou a constituir uma categoria de sócios.

Mas 1953 foi um marco, especialmente, pela participação de nossos atletas em campeonatos fora das águas do Guaíba pela primeira vez. Na Regata Escola Naval no Rio de Janeiro, quatro duplas do CDJ foram competir: Arno Keller/Werner Stadtländer, Edmundo Soares/Horst Siegmann, Kurt Keller/Rolf Nehm e RomarLindau/Heinz Müller.

Leopoldo Geyer inaugura o pavilhão destinado à classe Snipe

Leopoldo Geyer inaugura o pavilhão destinado à classe Snipe

1954

O Jangadeiros continuou desbravando águas brasileiras. Participamos da 1ª Regata de Longo Curso de Porto Alegre a Rio Grande, com dois barcos: o Cayrú e o Nirvana.

1955

Conhecendo um pouco mais o território nacional, começaram a vir os primeiro títulos brasileiros. Gabriel Gonzalez e Nelson Piccolo conquistaram o Campeonato Brasileiro de Snipe. Na classe Sharpie 12m2, o triunfo foi de Gastão Altmayer e Rogério Christo.

A partir daí, começaram as participações em torneios no exterior. Gabriel Gonzalez e Nelson Piccolo foram os primeiros a sentirem esse gostinho, competindo no Campeonato do Hemisfério Ocidental da Classe Snipe, nas ilhas Bermudas.

Nelson Piccolo e Gabriel Gonzalez, campeões brasileiros da classe Snipe de 1955, no primeiro dos cinco títulos nacionais que conquistaram

Nelson Piccolo e Gabriel Gonzalez, campeões brasileiros da classe Snipe de 1955, no primeiro dos cinco títulos nacionais que conquistaram

1956

Além dos títulos – Gastão Altmayer e Rogério Christo sagraram-se bicampeões de Sharpie -, o Clube organizou e sediou o Campeonato Brasileiro de Snipe. Para isso, no entanto, precisava-se aumentar a estrutura. Então, foi construído o Pavilhão Leopoldo Geyer, para abrigar barros da classe. Gabriel Gonzalez e Nelson Piccolo também conquistaram o bicampeonato, desta vez, em casa.

Gabriel Gonzalez e Nelson Piccolo competindo no Campeonato do Hemisfério Sul

Gabriel Gonzalez e Nelson Piccolo competindo no Campeonato do Hemisfério Sul

1957 e 1958

As conquistas não pararam por aí. O tricampeonato do Brasileiro de Snipe veio com Kurt Keller e Sérgio Christo, que velejaram em Natal. Depois, a dupla representou o Brasil no mundial da classe, realizado em Cascais, Portugal.
No ano seguinte, Gabriel Gonzalez e Nelson Piccolo recuperaram seu título no Brasileiro de Snipe, mas ele continuou no Jangadeiros. Já na Sharpie, Gastão Altmayer e Rogério Christo mantinham a soberania e venciam o seu quarto Campeonato Nacional.

1959

Com certeza, um dos anos mais importante da história do Clube dos Jangadeiros. Em 1959, organizamos e sediamos o Campeonato Mundial da Classe Snipe, o primeiro realizado no Hemisfério Sul. Foram meses e meses de trabalho intenso na construção dos 20 barcos que iriam competir no torneio e no preparo de toda a infraestrutura que um evento desse porte exige.
A competição ocorreu com sucesso absoluto e projetou o nome do Clube no circuito mundial do iatismo.

1960

O êxito do Campeonato Mundial de Snipe mostrou a necessidade de continuarmos ampliando a nossa área física. Foi então que começou a surgir a ideia da construção da nossa Ilha.