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Em um sábado de vento perfeito,velejadores realizam travessia entre o Grêmio Náutico União e o Clube dos Jangadeiros com direito a resgate decisivo, adrenalina e muita camaradagem.

No último sábado, 17 de outubro, as águas do Guaíba foram cenário de uma marcante jornada de integração náutica, técnica e espírito esportivo. A meteorologia colaborou de forma espetacular para a prática do wing foil: o dia presenteou os atletas com ventos soprando do quadrante oeste-noroeste (WNW), com intensidade constante entre 20 e 25 nós, condições que proporcionaram planeios longos, alta velocidade e uma velejada de nível técnico excepcional.

Velejadores no flutuante da sede náutica do Grêmio Náutico União, na Ilha do Pavão, nos preparativos para a largada da travessia.


A Expedição e o Encontro na Ilha do Pavão

A aventura começou na Ilha dos Jangadeiros (Clube dos Jangadeiros), de onde partiu um pelotão em um exigente percurso contra o vento (upwind) formado pelos velejadores Marcelo Barradas, Cristiano Abel e Rodrigo Jardim. Acompanhando toda a movimentação, a velejadora Clarissa Eidelwein fazia a segurança náutica na pilotagem do jet ski de apoio equipado com sled (prancha de salvamento).

Ao atingirem as imediações da Ilha da Casa da Pólvora, Rodrigo Jardim executou a transição de rumo para retornar à sede da zona sul. Enquanto isso, Marcelo Barradas e Cristiano Abel mantiveram a subida em direção à Ilha do Pavão, alcançando a sede náutica do Grêmio Náutico União para se juntarem aos velejadores Henrique Bergallo e Marcelo Apoja, que já finalizavam os preparativos para a descida de vento (downwind).

Marcelo Barradas aguardando a dupla em terra montar os equipamentos.

Henrique Bergallo e Marcelo Apoja prontos para a travessia de wing foil pelo Guaíba.


Desafio na Saída e Apoio Fundamental

No momento da partida da Ilha do Pavão, uma situação delicada exigiu perícia e companheirismo: o velejador Marcelo Apoja enfrentou sérias dificuldades quando o foil de sua prancha enroscou nos cabos submersos das várias raias e sequências de boias localizadas logo em frente à ilha.

Nesse instante, a atuação de Clarissa e da estrutura de apoio foi decisiva. Com agilidade, a piloto aproximou o jet ski com o sled, oferecendo a sustentação necessária para auxiliar Marcelo Apoja a desenroscar com segurança o equipamento dos cabos das raias. Graças à pronta resposta, o incidente foi solucionado sem maiores contratempos, permitindo que Marcelo Apoja seguisse junto a Henrique Bergallo, Marcelo Barradas e Cristiano Abel para completar a descida com total êxito.

Velejada técnica no canal do Guaíba com o acompanhamento fundamental do jet ski de apoio e segurança.


Conexão entre Clubes e Novos Planos

Com o grupo reunido e o vento favorável na casa dos 25 nós, a travessia em downwind até a Ilha dos Jangadeiros entregou alta performance, velocidade e integração plena com o rio.

Registro de GPS detalhando a rota percorridapelas águas do Guaíba, unindo a Ilha do Pavão ao Clube dos Jangadeiros.


A bem-sucedida travessia vai muito além do desafio esportivo: reforça o laço de amizade e integração entre o Grêmio Náutico União (Ilha do Pavão) e o Clube dos Jangadeiros, valorizando o Guaíba como um polo privilegiado de esportes náuticos de ponta. Animados com os resultados e a energia do dia, os velejadores já combinam uma próxima edição com mais praticantes da modalidade, mapeando pontos de saída ainda mais favoráveis para consolidar a rota como um clássico do calendário informal da vela local.